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terça-feira, 25 de março de 2014

À Regina, o que é de Regina


Ainda não sei se por parcialidade, ignorância, preguiça ou tendencionismo. Mas fato irrefutável é que que a mídia especializada não resgata a história como deveria. Nas últimas semanas, vários sites e jornalistas (alguns renomados) deram uma notícia para lá de errada: De que Bia Figueiredo seria a primeira mulher a pilotar na Stock Car Brasileira. A afirmação nos faz levantar duas questões. Primeira: Esses jornalistas realmente sabem sobre o que estão escrevendo? Segunda: É tão difícil assim realizar uma pesquisa, justamente na era da informática? Ora, se de nossas casas temos tanto acesso aos fatos, eles, com todos os mecanismos e fontes possíveis, não são capazes de resgatar a história real?

O fato é que, 30 anos atrás, uma jovem de 24 anos e recém-mamãe, enfrentou preconceitos, dificuldades e falta de segurança de uma época em que Stock Cars eram realmente Stock Cars: Carros produzidos em série que eram ligeiramente modificados para oferecerem mais potência do que segurança, em grids que eram maiores do que os atuais. Ela enfrentou na pista nomes como Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Chico Serra, Reinaldo Campello e outras feras, teve que ir à delegacia para garantir seu direito de correr e disputou parte daquela temporada conforme a verba permitiu.
Regina Calderoni enfrentou todas as dificuldades possíveis, permaneceu por 7 anos disputando as principais categorias nacionais, provas como a Mil Milhas sem nunca perder a motivação e a alegria de estar em um carro de corrida. Metia a mão na graxa com gosto, demonstrava um profissionalismo acima da média e não deixava espaço para machismo e fofocas, que por  vez e outra surgiam, só para manter o costume. Muita luta para ser esquecida, não?

O fato é que Regina até hoje não conquista somente fãs, mas amigos e admiradores, que se impressionam não só pela sua história, mas por sua personalidade marcante e espontânea. E foram justamente esses eternos fãs que fizeram barulho e escreveram aos “jornalistas” exigindo que seu erro fosse corrigido. Isso trouxe à tona outro fato: Fernanda Parra também disputou a Stock Car, embora não na categoria principal, ao contrário de Regina. Foi um simples erro ou mais uma tentativa de fazer oba oba???

Bem, se a mídia se esquece dos fatos que interessam de verdade, pior para eles. Continuarão fazendo da Stock a categoria “onde corre o filho do Galvão”, Formula 1 “onde corria o Ayrton Senna” e automobilismo um esporte que não leva público “porque o ingresso é muito caro”. Então cabe a nós, não profissionais, darmos o merecido crédito e parabenizarmos Regina Calderoni pelos 30 anos de sua conquista! Parabéns Rê, o mérito é todo seu! 

5 comentários:

  1. Meus sinceros parabéns pelo texto. Concordo plenamente com ele e como você também lamento o posicionamento (deveria dizer conhecimento?) de alguns jornalistas de hoje.
    Nós do Esporte a Motor procuramos e procuraremos sempre apoiar textos como o teu.
    Abraços.

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  2. A História já está escrita e não pode ser alterada, acredito que a Bia, uma pessoa excepcional, vai saber reconhecer esse erro!

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  3. A História já está escrita e não pode ser alterada, acredito que a Bia, uma pessoa excepcional, vai saber reconhecer esse erro!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Infelizmente somos um paizinho desmemorizado.... não se planeja o futuro, não se preserva o passado... felizmente existem ainda pessoas aqui e acolá que resgatam estas preciosidades de conhecimento, para que possamos passa-las as gerações futuras... Parabéns Regina.... sou teu fã mais ainda agora..!!

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