Não sou um otimista nato, mas ainda acho que o nosso automobilismo tem jeito. Principalmente depois de acompanhar a segunda etapa da Copa Petrobrás de Marcas. Me fez voltar no tempo, aliás, voltar aos bons tempos. Grandes marcas envolvidas, alguns de nossos melhores pilotos, público nas arquibancadas (dava para ter mais gente, mas está bom para começar) e boas disputas. Me lembrou como a Stock costumava ser, antes da chegada da RGTV. Aliás, a cobertura da RedeTv! Torna a prova bastante atrativa para os anunciantes, e os custos da categoria, mais baixos que os da Stock, permitem que alguns pilotos com menos patrocinadores possam ganhar destaque no nosso automobilismo, sem falar que o equilíbrio faz o bloco andar bem próximo. E com esse equilíbrio e boas regras, se dão bem pilotos regulares como aconteceu no domingo, com Valdeno Brito vencendo de manhã e Thiago Camilo à tarde (este segundo vencendo após o abandono do líder, mas sem que isso desmereça a vitória, muito pelo contrário). O show ainda foi completo pela principal categoria do Campeonato paulista de velocidade no asfalto, o paulista de Marcas e pilotos. E recomendo esse para qualquer que goste de automobilismo, pois o show compensa (e muito) a falta grandes carros Grid: Se por um lado você verá uma corrida com Ford Kas, Gols e Corsas dos mais velhinhos iguais aos que estão em qualquer esquina, você terá a oportunidade de ver um Grid com mais de 50 carros tentando dividir as curvas de Interlagos, muitas vezes com 3 ou 4 carros lado a lado em disputas de arrepiar. Para acompanhar o calendário do paulista, acesse www.faspnet.com.br e confira a próxima etapa. Agora, se você não se interessa, vá gastar 500 mangos para ver os grandes carros da Formula 1 andando em fila indiana no nosso templo só para ficar reclamando que “antigamente é que era bom...”
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Vitória Circunstancial
Não é desmerecer a vitória da Ferrari no domingo, mas, convenhamos, a vitória se deveu mais às circunstâncias do que à competência. A Ferrari não fez mais do que deveria fazer. Não errou nos pits e se deu bem pelo fato de os compostos mais duros não terem sido utilizados. Claro, os pneus foram iguais para todos, mas a Ferrari exagera quando se trata de não andar bem com esse tipo de composto. Junta-se à tudo isso os problemas de Vettel e uma McLaren que perdeu rendimento com relação ao restante do campeonato. Agora eu pergunto: As vitórias da Ferrari, podem ser mais freqüentes no restante do campeonato?
Para Fernando Alonso sim, afinal o espanhol tem caprichado no marketing, o que é essencial para não ser crucificado pelos tifosi. Esteve no lugar certo e na hora certa para aproveitar o vacilo da Red Bull e as mudanças nas regras. E as condições climáticas, que têm sido o fator x nessa temporada monótona.
Claro que uma vitória é uma vitória, vale 25 pontos e um monte de dinheiro, mas a Ferrari que abra o olho: Fazer tudo certo não é nada de diferencial, é o mínimo que alguém precisa fazer para vencer. E é necessário muito mais do que esperar adversidades para brigar pelo título. E foi o próprio Alonso quem disse que sem o erro da Red Bull seria difícil alcançar a vitória. Quer uma opinião mais forte do que essa?
domingo, 10 de julho de 2011
Surpresas, surpresas...
Finalmente uma corrida surpreendente. Verdade que no início foi um pouco monótona, mas a partir do primeiro pit stop, muita coisa aconteceu. Lewis Hamilton mostrou o talento dando o show de sempre após largar na décima posição, e travou boa disputa com Felipe Massa logo no início. Porém, com as Red Bull saindo na frente, parceia que não iria mudar muita coisa na corrida de hoje. Mas só parecia.
A primeira novidade aconteceu quando a Ferrari errou na parada de Alonso e fez uma excelente com Massa. Uma grande mudança e a prova de que a equipe não erra de propósito como os conspiradores de plantão gostam de declarar. Talvez o que tenha deixado a corrida realmente interessante foi o fato de a chuva parar, o que fez os pilotos trocarem o tipo de pneu. E em que isso influencia? Ora, eles puderam utilizar um único tipo de composto para pista seca, o que claramente favoreceu a Ferrari. E foi São Pedro quem favoreceu o time, e ao que me consta ele não faz parte da FIA e nem patrocinava o GP. A Ferrari passou a render muito bem nas mãos de Alonso, que andava próximo de Vettel. Enquanto isso, um problema no Pit Stop tirava Button da corrida, e Hamilton passava a ter problemas de consumo, sendo obrigado a tirar o pé. Enquanto Alonso parava nos boxes junto com Vettel, aconteceu o inimaginável: A Red Bull teve problemas nos pits. Sim, a Red Bull, não a Ferrari, como é de costume. E Alonso aproveitou muito bem, assumindo a ponta. Webber assumiu o terceiro posto e travou uma boa briga com Vettel, ignorando uma ordem da equipe para evitar uma ultrapassagem sobre o alemão. Mas não conseguiu, e Vettel acabou na segunda posição. A prova ainda guardaria uma boa e polêmica disputa, entre Massa e Hamilton, onde os dois se tocaram e Hamilton acabou levando a melhor. E daí? Afinal era o que todo mundo queria, pois o que importa não é quem chega na frente, e sim como tudo acontece. E embora a sorte tenha sorrido para Alonso, pelo menos algumas coisas foram diferentes hoje!
1 | Fernando ALONSO Ferrari | ESP | 1:28.41.194 | 52 voltas | ||||
2 | Sebastian VETTEL Red Bull Renault | ALE | +16.511 | |||||
3 | Mark WEBBER Red Bull Renault | AUS | +16.947 | |||||
4 | Lewis HAMILTON McLaren Mercedes | ING | +28.986 | |||||
5 | Felipe MASSA Ferrari | BRA | +29.010 | |||||
6 | Nico ROSBERG Mercedes | ALE | +1:00.665 | |||||
7 | Sergio PÉREZ Sauber Ferrari | MEX | +1:05.590 | |||||
8 | Nick HEIDFELD Renault | ALE | +1:15.542 | |||||
9 | Michael SCHUMACHER Mercedes | ALE | +1:17.912 | |||||
10 | Jaime ALGUERSUARI Toro Rosso Ferrari | ESP | +1:19.108 |
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