Falando de Corrida

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domingo, 11 de setembro de 2011

Muito boa, mas sem novidades


Muitas movimentações, batidas e belas ultrapassagens, assim pode-se definir o GP de Monza. O GP começou com uma belíssima largada de Fernando Alonso, que dividiu a primeira chicane com Hamilton e Vettel e conseguiu pular para a ponta, levando o público italiano ao delírio. Logo atrás, Liuzzi, desgovernado, fez um verdadeiro strike, acabando com a corrida de Petrov e com a de Rosberg, além de compremeter a corrida de vários outros, como Rubens Barrichello e Bruno Senna. Na relargada, Vettel fez uma ultrapassagem fantástica sobre Alonso, e mais uma vez deixou que os duelos emocionantes ficassem para quem estava do segundo para trás. E disputas não faltaram. Mark Webber tentou ultrapassar Felipe Massa na segunda chicane e comprometeu a corrida do brasileiro, que vinha bem e teve que fazer uma corrida de recuperação. Logo em seguida o australiano bateu de frente na Parabolica, sem maiores consequencias (exceto a perda da vice liderança). E a partir daí o show foi de alguém que estava em terceiro, Michael Schumacher. Ele protagonizou um belíssimo duelo com Lewis Hamilton, que não tinha o mesmo rendimento em reta, essencial para se ultrapassar em Monza. Após uma tentativa na Curva Grande, o inglês passou com uma roda pela grama e acabou perdendo a posição para Jenson Button, que logo em seguida ultrapassou Schumacher logo em seguida por fora, na curva Ascari, mostrando grande talento e indo à caça de Fernando Alonso. Hamilton continuou a disputar com Schumacher, mas sem sucesso. Bruno Senna veio então fazendo uma excelente prova de recuperação, buscando pelos primeiros pontos fazendo belas ultrapassagens em um estilo muito parecido com Jenson Button, agressividade na medida certa.
Button aproveitou a última parada de Alonso, que agora não tinha os pneus mais favoráveis, e passsou fácil pelo asturiano, com quem deve disputar o vice campeonato, enquanto após muito custo Hamilton ultrapassava Schumacher, porém com Alonso muito à frente. Schumacher teve que se contentar com o quinto lugar, já que Felipe Massa estava muito atrás e não seria capaz de atacá-lo. Bruno Senna já estava na zona de pontuação, porém, graças a estratégia de aproveitar a entrada do safety car para utilizar pneus médios apenas por uma volta, foi para cima de Sebastien Buemi e conquistou a nona posição, bem merecida. e Vettel? Longe longe lá na frente, seguido de Button e Alonso, que terminou no pódio porque a corrida só teve 53 voltas. Se fossem 54, Hamilton teria tido tempo de fazer a manobra para conquistar o pódio, e teria feito com facilidade. O resultado final foi este:









Paradas


1
Sebastian VETTEL
Red Bull Renault
ALE
1:20:46.172
53 voltas
2




2
Jenson BUTTON
McLaren Mercedes
ING
+9.590

2




3
Fernando ALONSO
Ferrari
ESP
+16.909

2




4
Lewis HAMILTON
McLaren Mercedes
ING
+17.471

2




5
Michael SCHUMACHER
Mercedes
ALE
+32.677

2




6
Felipe MASSA
Ferrari
BRA
+42.993

2




7
Jaime ALGUERSUARI
Toro Rosso Ferrari
ESP
+1 volta

2




8
Paul DI RESTA
Force India Mercedes
ESC
+1 volta

2




9
Bruno SENNA
Renault
BRA
+1 volta

3




10
Sébastien BUEMI
Toro Rosso Ferrari
SUI
+1 volta

2



Na próxima prova Vettel já poderá levar o bi campeonato, que na verdade já é certo. Também merecido, afinal tem mostrado muita competência para levar um bom carro, ao contrário de seu companheiro de equipe. Quanto à Ferrari, mais uma vez decepcionou. Parece que Alonso deixou na McLaren os dois décimos que levou para lá. E o talento que julgou que tinha, também.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Falando de Schumacher...



20 Anos de Formula 1 era algo inédito. Assim como quebrar o recorde dos 5 títulos de Fangio, o de 51 vitórias de Prost ou 65 Poles de Ayrton Senna. Michael Schumacher não é um piloto convencional. Fez sim, algumas besteiras no passado, como a batida em Damon Hill e a investida para cima de Jacques Villeneuve, coisas que ele provou posteriormente que não precisava, afinal venceu 6 títulos sem usar tais artifícios. Protagonizou boas brigas com Mika Hakkinen, adversário a quem mais respeitou nesses 20 anos. E foi em cima de Hakkinen que o alemão conquistou o mais merecido campeonato da história da Formula 1, um título que alguns não conseguiram (como Prost) e do qual Ayrton Senna abriu mão para ir para equipes que eram consideradas as melhores em determinadas épocas.

Schumacher já era campeão quando foi chamado para pilotar a Ferrari. O convite era arriscado para um piloto que ainda não havia se afirmado totalmente, afinal o título de 1994 foi conquistado de maneira suspeita por uma Benetton que por várias vezes burlou o regulamento. Schummy estava para vencer o título de 1995 na época, e a Williams possuía o melhor pacote. E conseguiu o campeão da Indy (Jacques Villeneuve) para pilotar um grande carro em 1996. A Ferrari havia evoluído com relação aos anos anteriores, era verdade. Mas apenas uma vitória em 1995 não fazia do time italiano o melhor lugar para um campeão estar. Enfim, a missão de Schumacher não seria fácil. E não foi.

1996 foi um ano dificílimo para Schumacher. Não havia maneira de disputar o título, o carro quebrava muito e não era rápido o suficiente. A Williams deu um banho, fez uma dobradinha com Hill e Villeneuve com um gosto de vingança sobre Schumacher. E quem conhece a Ferrari sabe que nos momentos difíceis, pilotar o carro vermelho pode ser uma cruz muito pesada. Schumacher assumiu até mesmo erros da equipe e lutou para desenvolver o carro. Deu certo, afinal chegou à última corrida de 1997 com chances de ser campeão, e fez feio na disputa com Villeneuve: jogou o carro para cima do canadense (como havia feito com Hill 3 anos antes), mas dessa vez levou a pior: acabou fora da corrida e foi excluído do campeonato pela atitude anti desportiva e ainda teve que ir a público pedir desculpas aos tifosi.

Em 1998 Schumacher enfrentou seu pior inimigo de novo: Adrian Newey, o mago da Williams, havia ido para a McLaren. Conclusão: Um carro fantástico nas mãos de u Mika Hakkinen extremamente motivado, e um título fácil para a equipe de Woking.
Em 1999 a Ferrari tinha um bom carro, e começou o ano com vitória, mas nas mãos de Eddie Irvine. Schumacher entrou na briga, e o campeonato parecia que finalmente estava mais perto. Mas em Silverstone Schumacher sofreu o pior acidente da carreira, quebrou as pernas e teve que ficar afastado durante um bom tempo. Pelo menos naquela temporada o sonho havia acabado, e a Ferrari completava 20 anos sem um título de pilotos.

Em 2000 a Ferrari estava decidida a vencer. Contratou Rubens Barrichello como escudeiro de Schumacher e fez um carro à altura do talento de Schummy. Mas o título não veio fácil, muito pelo contrário. Schumacher travou batalhas épicas com Hakkinen (como a histórica ultrapassagem que sofreu em Spa), contou com uma improvável vitória de Barrichello em Hockenheim, crucial para tirar pontos dos pilotos da McLaren. E chegou à Suzuka pronto para levantar a taça se vencesse. E venceu.

A imagem de Schumacher socando o volante valeu mais do que qualquer palavra. Ali Schumacher mostrou que era capaz de vencer sem trapaças, que sabia construir uma equipe campeã e que era um grande piloto.
Depois disso, Schumacher ainda conseguiu provar isso tudo quatro vezes seguidas, e nas dezenas de vezes em que subiu ao degrau mais alto do pódio. E provou mais uma vez domingo passado, após pilotar de forma magistral em Spa. Só faltou uma coisa: Schumacher dentro de um carro vermelho com um cavalinho estampado. Teria feito muito mais gente (+) feliz, inclusive eu.