Falando de Corrida

Novidades, lembranças e curiosidades do nosso esporte a motor

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Domingo é dia de...


Aproveitar uma manhã de sol e ir ao zoológico, mesmo com Formula 1 na TV. Claro, porque fiquei revoltado com Hockeinheim, quando acordei cedo e ainda perdi a manhã toda para ver aquela palhaçada. Não se tratou de um protesto (embora muitas pessoas tenham feito o mesmo) e o mais interessante foi ver que, nos bares e padarias onde normalmente os televisores se encontram ligados na corrida naquele horário estivessem em outros canais ou simplesmente desligados. Na loja de conveniência do posto Shell, havia uma TV ao lado de uma enorme foto do carro de Felipe Massa. E adivinha? Também desligada. A burra insensatez de Hockeinheim acabou gerando frutos negativos, visíveis ainda uma semana depois. Mas, mesmo com os televisores em "Off", aconteceu bastante coisa em Budapeste. Primeiro Vettel largou bem, o que dificilmente acontece. Segurou Webber e Alonso, que logo na largada deixou o australiano para trás. Como lá se decide quase sempre na largada, ninguém esperava muita coisa da prova. Até que uma peça do carro de Vitantonio Liuzzi se soltou e causou a entrada do safety car. Webber decidiu não entrar nos boxes, em uma estratégia que parecia arriscada. Vettel acabou punido com um drive trough por não manter uma distância segura, e aí sim, a corrida foi decidida. Webber abriu distância suficiente de Vettel e Alonso e mais uma vez, aproveitou a boa oportunidade para vencer a prova. E tem mostrado realmente sorte de campeão: Além de terminar à frente de Vettel, Lewis Hamilton abandonou com problemas no câmbio e Button não passou do oitavo lugar, o que devolveu ao australiano a liderança do campeonato. O GP terminou da seguinte forma:


1 - Mark Webber (Red Bull/Renault)

2 - Fernando Alonso (Ferrari)

3 - Sebastian Vettel (Red Bull/Renault)

4 - Felipe Massa (Ferrari)

5 - Vitaly Petrov (Renault)

6 - Nico Hulkenberg (Williams/Cosworth)

7 - Pedro de la Rosa (BMW Sauber/Ferrari)

8 - Jenson Button (McLaren/Mercedes)

9 - Kamui Kobayashi (BMW Sauber/Ferrari)

10 - Rubens Barrichello (Williams/Cosworth)


Valem mais alguns destaques: Kamui Kobayashi vindo du fundo e terminando nos pontos mais uma vez, mostrando todo o seu talento e velocidade e a briga do Rubinho com o Schumacher, onde depois de todos esses anos o brasileiro resolveu dar o troco. Apenas por um décimo lugar, e, acredito eu, um pouco tarde. Deveria ter feito 10 anos atrás.

sábado, 31 de julho de 2010

As últimas do fim de semana


Enquanto ainda se discute o ocorrido na Alemanha, a FIA estuda uma nova regra para ordens de equipe. Essas seriam permitidas sim, desde que um dos pilotos do time não esteja em condições de ganhar o título. Neste caso sou sincero, concordo plenamente. Seria estúpido uma equipe jogar um campeonato fora nessas condições, como aconteceria caso Felipe não abrisse para Kimi em 2007. Domingo passado foi outra história, e acho que com relação ao episódio da semana passada só falta escolher o sabor da Pizza.

Enquanto muitos ficam olhando para Massa e Alonso, a indiscutível velocidade de Vettel o colocou na frente na Hungria. E que velocidade! Ele conseguiu cravar os primeiro tempo com sobras, sendo que nos últimos instantes Mark Webber já havia cravado uma volta voadora. A Red Bull tem tudo para se dar bem amanhã novamente, e acredito que a decisão da corrida acontecerá na largada ou no pit stop, já que o GP húngaro é connhecido pela dificuldade em ultrapassar. A McLaren parece não estar muito bem neste momento, perdeu rendimento com relação a alguns GPs passados. Hamilton foi o quinto, e Button nem sequer passou para o q3, ficando apenas na décima primeira posição, mas como é bom em estartégia pode-se esperar um pouco mais dele na corrida. Não espere por muitas emoções amanhã, muita gente reclama de Mônaco, mas lá pelo menos o visual e os guard rails colados garantem um atrativo a mais do que a monótona pista húngara.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Decepção


Após o choque, vem uma reflexão. E daquelas bem indigestas...

Sentimos muito em ver ordens de equipe, ou melhor, a opção da gestão dos negócios impactando no esporte ao qual dedicamos boa parte de nossos momentos de folga. Projetamos em alguns desportistas - especialmente sobre aqueles que tem nossa torcida - boa parte de nossas esperanças, sentimentos estes tão difusos que transformam em nossas as vitórias alheias. Por estes momentos corremos junto com nossos heróis, muitas vezes gastamos tempo e dinheiro com essa paixão, porque o automobilismo no Brasil ou quando a ele vem não é barato, isso sem contar toda a gama de revistas, materiais oficiais ou mesmo souvenirs a disposição. Qualquer coisa que nos remeta a essa mundo encantado vale tal admiração e dedicação para um aficionado.

E é exatamente aí que vem o choque. Esquecemos assim que por trás de tudo isso existem interesses e atletas que mais são garotos propagandas de marcas famosas, verdadeias grifes, e por assim dizer, máquinas de fazer dinheiro. E muitos lobbys e muitas coisas que sequer podemos sonhar que acontecem ali, naquele circo que de tão próximo do nossos olhos julgamos entender, mas que de muito pouco ou nada sabemos. Sinceramente, ainda que de uma forma romântica, eu acredito no esporte e, acima de tudo, acredito na Fórmula 1. Seria ingênuo de nossa parte crer que este tipo de trapaça - ou seria ato correto? - nunca aconteceu ou que jamais aconteceria, de novo.

Schumacher disse que as ordens de equipe "só não podem ser tão óbvias" e David Coulthard disse que a "FIA deve aceitar que as equipes tomem suas decisões". Friamente eu concordo e tenho certeza que muito pouco poderá ser feito para evitar que ações como essas ocorram novamente, afinal os mesmos responsáveis por julgar tais absurdos fazem parte e respiram deste mesmo ar viciado. Tais personagens podem acabar com suas equipes, com seus falsos ídolos ou mesmo com esta categoria. Só não têm o direito de inverter os valores e acabar de vez com a disputa, que é a essência de todo e qualquer esporte.



Parabéns Ferrari!

O episódio da série "Os três patetas" de ontem não teve muita graça. Seja por Orkut, sites, blogs e todos os outros meios de comunicação existentes, todos estão falando da palhaçada de ontem. Se eu estivesse no autódromo de Hockeinheim, eu entraria com uma ação pedindo o dinheiro de volta e ainda processaria os três patetas (Alonso, Massa e Domenicalli) por danos morais, porque foi constrangedor. Muito mais constrangedor do que a batida de Vettel e Webber na Turquia. Não teve cabimento o que aconteceu ontem, principalmente se pensarmos que, as equipes que estão na frente no campeonato, estão deixando seus pilotos brigarem na pista e não tomam essas atitudes ridículas. Já escrevi por aqui falando sobre isso, para a Red Bull tomar cuidado, mas a Ferrari foi, mais uma vez, longe demais. Junto com Alonso, o "cumpridor de regras" e Massa, o "bom funcionário". Mas eu explico: Alonso leva um banco espanhol para patrocinar a Ferrari, o banco que deu o nome ao GP de ontem, e cujo presidente assistiu ao GP dos boxes da Ferrari. Preciso dizer mais? O Domenicalli, que é um perdido, resolveu copiar o Jean Todt justamente onde não devia (sim, ele quer ser o Todt, só não sabe como), e o Alonso quis ser o Schumacher também. Conclusão: para o Felipe sobrou o papel de Rubinho, de enterrar sua carreira. Vai continuar sendo um bom piloto, e daqui alguns um chefe de equipe vai dizer: Não sei porque ele nunca foi campeão...
Niki Lauda mais uma vez disparou contra Alonso e contra a Ferrari. Ele sabe o que fala. Foi um dos pilotos de maior caráter na história, foi homem o suficiente para abandonar o GP de Fuji em 1976 por admitir estar com medo. E ainda é obrigado a ouvir do Alonso que não houve ordem nenhuma, assim como nós fomos obrigados a escutar todas as palhaçadas que ele falou no rádio durante a corrida toda, inclusive perguntando ao engenheiro sobre um problema no câmbio de Felipe.
Tudo o que o time conseguiu ontem, tentando puxar o saco do patrocinador, foi uma imagem negativa, da qual se recuperarão em pouco tempo. Só torço para Alonso e Felipe NUNCA serem campeões pela equipe. Prefiro ter homens de verdade pilotando os carros do time que eu amo, e um chefe de equipe decente, não aquele aprendiz de comediante que foi simplesmente colocado lá por falta de alguém melhor, quando Jean Todt quis sair para tentar o comando da FIA. Homens como Mauro Forghieri, Gilles Villeneuve, Niki Lauda, Mario Andretti e Carlos Reutmann. Homens de verdade, que há muito tempo não passam pela Ferrari.

domingo, 25 de julho de 2010

Cala a boca Alonso!


Isso é ridículo. Ridículo mesmo. Ridículo que um piloto pense que a Formula Um inteira seja obrigada a lhe dar passagem. Ridículo que não tenha capacidade de ultrapassar na pista. Ridículo que queira fazer o mundo inteiro de idiota. "O Felipe ficou sem uma marcha, foi isso?". Tentar consertar a situação para o que foi feito e tantar enganar a FIA e todo o mundo mais foi simplesmente ridículo (mais uma vez), para alguém que adora que as situações estejam a seu favor e nunca tem culpa de nada, e que ainda está tentando trazer Flávio Briatore para a Ferrari. Não porque aconteceu com Felipe Massa, mas pela maneira com que o Asturiano tem agido desde 2007, quando foi companheiro de Lewis Hamilton e até agora não conseguiu se afirmar novamente. O bom dinheiro vindo do banco espanhol, que deu o mesmo nome ao Grande Prêmio da Alemanha e cujo presidente acompanhou o GP dos boxes da Ferrari são a única justificativa para que Alonso esteja no time. Mas entre tudo isso aconteceu uma corrida, das boas, com bons pegas, ultrapassagens e toques, e mais uma vez as equipes novas colocando todo mundo em risco, afinal onde já se viu recolocar um carro na pista da maneira como estava Jarno Trulli? Inaceitável...

Na largada Vettel espremeu Fernando Alonso e Massa aproveitou para assumir a ponta. No hairpin, Alguersuari e Buemi se estranharam, Sendo que o suíço ficou sem a asa traseira e teve que abandonar. Os Force India que vinham atrás acabaram pegando os pedaços pela pista e tiveram que ir aos boxes. Mas equipe, confusa, pôs os pneus de Sutil em Liuzzi e vice e versa. Conclusão: Os dois tiveram que voltar aos boxes...

A prova seguia com bons pegas, após os pits Felipe Massa teve dificuldades com os pneus duros, Alonso foi para cima e Felipe fechou a porta, o que Alonso considerou ridículo e reclamou pelo rádio. Na volta 46 a equipe informou Felipe pelo rádio: "Fernando está mais rápido, você confirma que recebeu a mensagem?". Na volta seguinte claramente Felipe deu passagem ao espanhol, e todos puderam ver que a ordem "subliminar" não foi tão subliminar assim. A prova acabou ficando nisso mesmo, a não ser pelo fato de Kovalainen aprontar mais uma e arrancar o bico do carro de Pedro de La Rosa.

Alonso venceu, seguido de Massa e Vettel. Hamilton, Button, Webber, Kubica, Rosberg, Schumacher e Petrov fecharam os 10 primeiros. Mas parece que ainda tem muita coisa para acontecer...

sábado, 24 de julho de 2010

Santo de casa faz milagre!

Literalmente não precisou muito para que Sebastian Vettel conquisatasse a pole em casa, no que sobrou da épica Hockeinheim. Foram 2 milésimos que o separaram de Fernando Alonso, desde ontem favorito para a pole. Ao mesmo tempo, foi preciso quase que um milagre para que Vettel conseguisse a pole na sua última volta, afinal ele passou mais de um décimo acima do tempo de Alonso (até então o melhor até aquele momento) no segundo trecho da pista. E venhamos e convenhamos, é muito difícli tirar um décimo no último trecho. Conseguir dois então como fez Vettel, quase impossível, afinal ele cruzou a linha de chegada um décimo à frente do espanhol. A Ferrari ainda fez o terceiro tempo com felipe Massa, o que mostra que a Scuderia virá com força amanhã. Mas Massa que tome cuidado, afinal Mark Webber estará ao seu lado e não está nem um pouco satisfeito com o resultado de hoje, embora deva estar mais satisfeito do que Michael Schumacher, que além de ficar atrás de Rosberg de novo, não conseguiu passar nem para o Q3...



Observação: por mais que a Fórmula 1 esteja se modernizando cada vez mais, nomes como Mercedes e Hockeinheim vão sempre fazer o coração dos fãs acelerarem cada vez mais, ainda mais para quem é saudosista como eu!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Presta atenção Red Bull!


Nunca fui a favor de a equipe favorecer um ou outro piloto enquanto o título está longe de ser decidido, ainda mais quando os dois tem chances. Claro que quando dentro dos limites, a disputa entre dois do mesmo time pode ser fantástica, como com Mansell e Piquet em 87, ou a disputa dentro da ordem com Hill e Villeneuve 9 anos depois. Mas gerenciar pilotos não é uma tarefa fácil, ainda mais quando os dois tem talento e o melhor carro e motivação de sobra, como é o caso de Webber e Vettel. E a Fórmula 1 já viveu casos complicados no passado. Em 1989 Ayrton Senna e Alain Prost brigaram pelo fato de Senna ter quebrado um acordo extra-pista, e o título acabou sendo decidido com Prost jogando o carro para cima de Senna. Ou em 2007, quando Alonso colocou a boca no mundo e denunciou a McLaren quando sentiu que Lewis Hamilton era favorecido, e as consequências para o time de Woking foram bem piores do que 89...

Acho que a Red Bull não contava com isso, principalmente com mark Webber. Sempre achei ele um cara de talento, mas não imaginei que ele conseguisse ser tão constante (aliás, o mais constante ao lado de Button), e sempre achei que ele se contentaria com o segundo posto dentro da equipe. Mas se há um problema, tem sido o estímulo da Red Bull não em que os dois disputem, mas sim que briguem, literalmente, entre si. desde o episódio da Turquia (manobra desnecessária de Vettel), as coisas ficaram meio tensas, e o fato de darem a asa de Webber para Vettel foi o ápice. Mas se coloque no lugar dos dois: Webber tem sido constante, errado pouco e tem a grande chance de sua carreira. para ele é agora ou nunca. De outro lado Vettel, um dos maiores fenômenos dos últimos anos (senão o maior), jovem e talentoso, não quer esperar para ser campeão, e não está errado, afinal a Fórmula 1 manda talentos para o esquecimento na mesma velocidade em que se criam heróis. O que precisa realmente é fazer o jovem alemão segurar o ímpeto (tá bom, sei que não é fácil), e não desmotivar Webber, que vem em excelente fase e já mostrou que quer ser campeão. E já mostrou que é macho o suficiente, vencendo a corrida e esfregando na cara de todo mundo que não está de brincadeira. E seria tão bom se outros pilotos aprendessem com ele...

Webber merece respeito da Red Bull, afinal roeu o osso quando foi necessário, eu no lugar dele não gostaria de ser colocado de lado. E Vettel não é nem um pouco bobo, sabe que ajudou na imagem do time, e não vão faltar propostas se sair de lá. Manter os talentosos pilotos, acalmá-los e vencer o título. Pois é, essa tarefa parece ser um pouco complicada, mais até do que achar aqueles preciosos décimos de segundo no túnel de vento.