Falando de Corrida

Novidades, lembranças e curiosidades do nosso esporte a motor

Powered By Blogger

sábado, 3 de julho de 2010

Sebastian Vettel em números...


Heis a carreira do novo gênio da F1:

Aqui em 2006 com sua super-licença


2001 – Vencedor dos torneios Alemão e Europeu de kart, na categoria Junior;

2002 – Sexto colocado no campeonato de kart Europeu, categoria Sênior. Décimo colocado no campeonato de kart Alemão, categoria Sênior;

2003 – Vice-campeão de Fórmula BMW (melhor estreante, com 5 vitórias, 5 poles e 12 pódios);

2004 – Campeão da F-BMW com 18 vitórias em 20 corridas, 14 poles, 20 pódios e 13 voltas mais rápidas;

2005 – Quinto colocado na F3 Européia. Considerado o melhor estreante com 6 pódios. Primeiro teste na F1 com a Williams, até então a parceira da BMW na F1;

2006 – Vice-campeão da F3 Européia, com 14 vitórias, 3 segundos lugares e 2 terceiros. Compete ainda em 3 eventos da Renault World Series, ganhando 2 deles. Passa a piloto de testes da BMW-Sauber;

2007 – Estréia na F1 pela BMW –Sauber, substituindo ao acidentado Robert Kubica (GP do Canadá). Torna-se o piloto mais jovem a pontuar na F1 com o oitavo lugar obtido neste GP. Promovido a piloto da Scuderia Toro Rosso à partir do GP da Hungria, chegando na quarta colocação no GP da China;

2008 – Piloto da STR. Torna-se o piloto mais jovem a ganhar um GP, aos 21 anos de idade no GP de Monza, Itália, onde ainda larga na pole. Conclui o campeonato na oitava colocação;


Na festa após sua 1° vitória


2009 – Promovido para a equipe Red Bull Racing, mas daqui pra frente a história ainda está sendo escrita...



Gerhard Berger, por si mesmo


Este austríaco sempre foi um batalhador. Sua velocidade e precisão talvez tenham sido menosprezados históricamente devido ao momento em que a oportunidade da F1 apareceu, tempos onde ele teve de dividir curvas com lendas como Prost, Mansell, Piquet e Senna – no auge de sua carreira – e com Schumacher e Hakkinen eram fato consumado. Ainda assim, sua carreira foi orgulhosamente preenchida por 210 Grandes Prêmios, com 10 vitórias, 17 segundos lugares, 21 terceiros, 12 poles-positions e 21 voltas maisrápidas.

Em uma de suas entrevistas para Revista F1 Racing (Ed. Brasileira 09 / 2007), ele cita seus dois melhores momentos na carreira:

“ Minha corrida mais fantástica foi Hockenheim em 1997. Acho que vocês conhecem a razão – havia problemas com a equipe, eu tinha estado doente, não participei de três provas e meu pai havia acabado de falecer em um acidente aéreo.Tudo estava contra mim. Larguei na prova, fiz a volta mais rápida e ganhei a corrida. A prova foi fantástica.”

“A segunda melhor corrida foi em Adelaide em 1987. Larguei na pole, mas tive uma briga dura com Ayrton. Jogávamos um com o outro, usando o turbo. Ele estava me alcançando.

Berger no GP do Canadá, em 1988.

Sentia que não podia ir mais rápido, mas então conseguia ser veloz como se estivesse numa tomada de tempo. Fui assim, determinando o ritmo até a última volta. Fisicamente e mentalmente aquela foi a minha corrida mais dura. E veio num momento bom porque estava em negociações com o Sr. Ferrari sobre um contrato.”

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Red Bull te dá aaaaasaaaaas!!!!!!!!











Que faltou emoção no GP de Valência, ninguém nega. a prova não passou de um desfile de carros, e não fosse por Kamui Kobayashi dando um show no final, a prova teria sido um saco. E claro, teve Mark Webber mostrando que ainda sabe voar muito bem (lembram-se de Le Mans em 1999?). A prova foi dominada por Sebastian Vettel, que largou muito bem e manteve a ponta, seguido por Hamilton (que chegou a tocá-lo na sugunda curva) e das duas Ferrari, de Alonso e Massa respectivamente. Webber largou mal, e caiu para a nona posição, o que obrigou a Red Bull a tentar uma nova estratégia. E poderia ter dado certo, mas quando Webber chegou no lento Kovalainen, este tentou defender a posição (desnecessariamente, pois foi só mesmo para colocar em risco a vida de Webber e de quem estava em volta). Resultado: Webber voou espetacularmente e ainda bateu feio na proteção de pneus, mas saiu ileso e levantou instantaneamente do carro. O safety Car entrou e alguns pilotos foram prejudicados, principalmente os da Ferrari. Alonso se queixou de Hamilton, que ultrapassou o Safety Car e acabou punido, mas como tinha boa vantagem, manteve a segunda posição. E para o desespero de Alonso, ainda foi ultrapassado por Kamui Kobayashi, que manteve o segundo posto por um bom tempo mas caiu para décimo após o pit stop. E foi só. Aliás, mais tarde alguns pilotos foram punidos em 5 segundos por acelerarem demais quando o Safety Car estava na pista. Alonso permaneceu chorando e dizendo que Hamilton não recebeu a punição que mereceia. Está na hora de o asturiano voltar a acelerar, ou então vai ter que pedir a punição do grid inteiro para ganhar posições...




O resultado final foi o seguinte:








1- Sebastian Vettel (Red Bull/Renault)




2- Lewis Hamilton (McLaren/Mercedes)




3- Jenson Button (McLaren/Mercedes)




4- Rubens Barrichello (Williams/Cosworth)




5- Robert Kubuca (Renault)




6- Adrian Sutil (Force India/Mercedes)




7- Kamui Kobayashi (BMW Sauber/Ferrari)




8- Fernando Alonso (Ferrari)




9- Sebastien Buemi (Toro Rosso/Ferrari)




10- Nico Rosberg (Mercedes GP)








A próxima prova acontece no dia 11 de julho, no mesmo dia da final da copa do mundo, no reformado traçado de Silverstone. E vamos ver se dessa vez a FIA fez um trabalho que preste...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pneus, motores e muito mais







Embora ainda estejamos na metade da temporada de 2010 e com nada definido com relação ao campeonato, já existem muitas especulações com relação à próxima temporada. Estão dizendo por aí que a Renault quer fornecer motores em peso na próxima temporada, podendo haver o retorno de duas grandes parcerias do passado: com a Lotus e uma mais famosa, com a Williams. A parceria com a segunda, aliás, resultou em uma das mais vitoriosas da história da Formula 1. Começou tímida, em 1989, quando a fabricante francesa voltou a fornecer motores depois de duas temporadas ausente. Venceu os GPs do Canadá e Austrália daquele ano com Thierry Boutsen, mas começou a focar forte mesmo em 1991, quando Adrian Newey começou a pôr as mão nos FW. Naquele ano o carro pecou pela confiabilidade no início da temporada, permitindo que Ayrton Senna e sua McLaren Honda abrissem grande vantagem nas 4 primeiras provas. Mas a partir de 1992 a coisa mudou: As Williams Renault eram praticamente imbatíveis, levaram os mundiais de 92 e 93, e se não fosse a morte de Ayrton no GP de Ímola com certeza haveriam levado também em 1994. Em 95 Damon Hill não tinha o talento necessário para desbancar Schumacher, que levou o título com a Benetton, também de motor Renault. No ano seguinte finalmente Hill devolveu o título à Williams, e no ano seguinte foi a vez de Jacques Villeneuve dar o último título da parceria, que terminaria também naquele ano. Claro, desta vez Newey não estará trabalhando na Williams, mas parece que vem aproveitando muito bem a parceria com os franceses na Red Bull para tentar mais um título...



Agora, falando de pneus, a guerra entre eles já começou há alguns dias. Claro que há indícios de que a Pirelli já tenha sido escolhida para ser a fornecedora no próximo ano, já que parece ter desbancado a Michelin, que provavelmente ficará de fora da categoria mais uma vez. A fabricante italiana pode inclusive ter adquirido um carro da Toyota para realizar testes com Nick Heidfeld a bordo. Isso sem falar que tem gente discutindo a volta do efeito solo à categoria. Novos tempos com cara de saudosismo, é Formula 1 que todo mundo quer.






Enquanto isso na Indy...






Finalmente Tony Kanaan levou a merecida vitória nesta temporada. Aliás, desde 2008 o baiano não conquistava o lugar mais alto do pódio, que pôde dedicar ao seu filho. E dessa vez a prova foi das mais emocionantes. Tony assumiu a ponta no oval de Iowa pela primeira vez na volta 120, estabelecendo boa briga com os pilotos da Chip Ganassi e depois com Helio Castroneves chegando na briga. Tony, Hélio e Dixon chegaram a se tocar nos pits, com o neozelandês levando a pior e caindo para quinto. Tony brigou bem com Dario Franchitti, trocando de posição com o escocês por algumas vezes, com Helio sempre por perto. O escocês assumiu a liderança e era pressionado por Hélio, quando teve um problema no câmbio e teve que abandonar a briga. Hélio então assumiu a liderança, mostrando toda a força da Penske nessa temporada. Mas faltando 10 voltas, Tony foi para cima e assumiu a liderança, que não perderia mais até o final da prova. O pódio foi fechado por um surpreendente Ernesto Viso, que encerrou a prova em terceiro pela equipe KV Racing.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Só a McLaren quis vencer...


A volta da Formula 1 ao circuito Gilles Villeneuve, no Canadá, foi marcada por talvez uma nova fase no campeonato. Depois de uma dobradinha "na sorte" no GP da Turquia, Lewis Hamilton e Jenson Button voltaram a fazer o time de Woking andar na frente. Na largada Hamilton manteve a ponta com facilidade, enquanto Felipe massa se enroscou com Vitantonio Liuzzi, caindo os dois para o final do pelotão. Durante a primeira rodad de pit stops, Vettel assumiu a liderança, com Buemi em segundo, seguido de Alonso (que havia ganho a posição para cima de Hamilton após a parada) e o inglês vindo forte para cima de Alonso. O espanhol tentou ultrapassar Buemi e acabou se descuidando com Hamilton, que na chicane que antecede a reta dos boxes acabou retomando a liderança da prova. Enquanto isso Massa travava boa disputa para recuperar as posições perdidas com o incidente da largada. Na segunda rodad de pit stops, a Red Bull tentou uma estratégia diferente para Mark Webber, que tentou uma parada a menos para tentar entrar na briga, mas o calor causou grande desgaste dos pneus do australiano e ele acabou superado mesmo antes de parar. Hamilton e Alonso continuaram disputando a posição. Mais uma vez Alonso se descuidou: ao dar uma volta em Chandok, acabou superado por Button que vinha logo atrás e consumou a dobradinha da McLaren. Superado, Alonso ficou pela terceira posição até o fim, sem ameaçae a dupla da McLaren. Massa travou boa disputa com Liuzzi, e ocupava a décima posição quando mais uma vez se enroscou (dessa vez com Schumacher, que vinha tendo um fim de semana tão ruim como o de Felipe) e acabou avariando a asa dianteira.

E por que só a McLaren quis vencer? Simples... A Red Bull errou na estratégia dos pneus. Deveria ter ao menos feito Webber fazer o primeiro trecho (mais curto) com os pneus macios, para tentar empurrar a segunda parada o mais longe o possível, já que teve que fazer um último trecho mais curto por estar com este tipo de pneu, ou empurrado um pouco mais a primeira parada já que ele estava com os pneus duros, que resisistiriam mais. Na Ferrari, Massa abusou do arrojo em momentos que não deveria e faltou em momentos oportunos. e ficou provado que tinha um bom carro. Assim também como Alonso, a quem faltou atenção e vontade de realmente vencer a corrida. Com isso, Hamilton agora lidera o mundial, e do jeito que está o campeonato, talvez não por muito tempo...


Resultado final do GP do Canadá:


1-Lewis Hamilton (McLaren/Mercedes)

2-Jenson Button (McLaren/Mercedes)

3-Fernando Alonso (Ferrari)

4-Sebastian Vettel (Red Bull/Renault)

5-Mark Webber (Red BUll/Renault)

6-Nico Rosberg (Mercedes)

7-Robert Kubica (Renault)

8-Sebastien Buemi (Toro Rosso/Ferrari)

9-Vitantonio Liuzzi (Force India/Mercedes)

10-Adrian Sutil (Force India/Mercedes)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Bem vindo à Ribeirão Preto!






Que a prova da Stock em ribeirão seria um desafio, não foi surpresa para ninguém. Que fosse um sucesso também não, mas que o sucesso fosse tão grande, foi uma ótima surpresa. Ingressos esgotados, hotéis lotados e as pessoas se aglomerando nas janelas e lajes dos prédios em volta do traçado de rua foram uma mostra do que a Stock car e a Copa Montana ignificaram para o público em Ribeirão Preto. As dificuldades dos pilotos foram muitas, afinal o asfalto novo e e a pista estreita forneceram um ingrediente a mais desde os treinos. Na sexta Cacá Bueno foi o mais rápido, porém na classificação Átila Abreu destruiu os concorrentes e abriu caminho para a vitória, já que todos sabiam que ultrapassar seria quase impossível. Átila manteve a ponta na largada, e logo na segunda volta Júlio Campos bateu por causa de um pneu furado, o que causou um verdadeiro tumulto: Luciano Burti e mais quatro que vinham atrás causaram uma reação em cadeia, e a prova foi interrompida com bandeira vermelha. Na relargada, Átila manteve a posição, que só perdeu durante o reabastecimento e recuperou logo em seguida. Enquanto isso a pista ia fazendo suas vítimas, como Popó Bueno, Jorge Neto e Valdeno Brito, entre outras batidas e rodadas. No final, deu Átila Abreu, que liderava o campeonato sem ter vencido ainda, e afirmou essa liderança, seguido de Ricardinho Maurício e Antonio Pizzonia, que conseguiram passar incólumes pelas confusões da corrida.



E ainda teve mais. O público ainda acompanhou a Copa Montana e as 5 intervenções do Safety Car (!), em um fim de semana dominado por Sergio Jimenez, que não deu chance para ninguém. A prova foi um espetáculo de rodadas e batidas, e faltando duas voltas do final a pista ainda ficou travada logo depois do "s", e tráfego para o líder da prova, que conseguiu resistir aos ataques de seu companheiro de equipe e coroou um final de semana perfeito.



O mais importante do final de semana foi o envolvimento de todos para que o espetáculo pudesse ser realizado. O público apaixonado pôde acompanhar a primeira prova realizada no interior de São Paulo bem de pertinho, o empenho de todos (organização, pilotos, sinalização e prfeitura, só para citar alguns), serviu para que a prova seguisse sem grandes problemas e o espetáculo fosse garantido. Um exemplo de que o automobilismo realmente é o segundo esporte do brasileiro, não porque goste mais de futebol, mas talvez por que falte incentivo para que ocorram eventos como foi possível em Ribeirão neste final de semana. E quem sabe mais cidades se interessem em garantir esse tipo de show daqui para frente...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A volta das corridas de rua


Desde pequeno sempre achei o máximo as corridas de rua. Naquela época Havia GP em Dallas, Detroit, Adelaide e depois Phoenix (só para falar de Formula 1), fora Corridas como Toronto e Vancouver na Indy. E eu sempre ficava imaginando como seria legal que por aqui também houvessem provas assim... Até havia uma corrida em Florianópolis e outra em Vitória, no final da década de 90, mas as categorias como Formula Ford foram acabando e praticamente não haviam mais categorias para correr por lá. O Renault Speed Show chegou a correr por lá e também em salvador, mas a categoria também não vingou. E as pistas de rua foram deixando até mesmo o calendário da Formula 1 (Até hoje não me conformo em Adelaide ter dado lugar a Melbourne, que não tem tanta caraterístca assim de pista de rua). Mas no final da década de 2000 algo de bom aconteceu, a Formula 1 voltou a buscar pistas na rua e parece que por aqui resolveram fazer o mesmo (já que o governo não é o maior incentivador na construção de autódromos). Enquanto o Rio de Janeiro vê Jacarepaguá se desfazer lentamente, Salvador voltou a ter uma pista de rua para receber a Stock, São Paulo criou uma pista em plena Marginal Tietê e Ribeirão Preto recebe neste Fim de semana uma etapa da Stock Car. Uma solução para lá de boa, pois junta o útil ao agradável: diminui-se a carência por autódromos (quem sabe pinta o incentivo para a construção de mais alguns), exibe-se a beleza de cidades brasileiras e torna as categorias mais interessantes, como acontece lá fora.

Quem sabe também outras categorias nacionais passem a correr neste tipo de circuito (seria demais uma prova de GT3 neste estilo) e mais categorias internacionais resolvam correr por aqui, seguindo o exemplo da Indy (neste caso palmas para a prefeitura de São Paulo, por conseguir trazer as duas proncipais categorias de monoposto do mundo em dois circuitos diferentes). Bom, hora de arrumar as malas e conferir de perto como será a prova de Ribeirão. Na segunda feira estarei de volta, e conto para vocês como foi tudo, já que a pseudo transmissora provavelmente só mostrará alguns flashes da corrida... Abraços!